
e venha agora!
SOU O FILHO CAÇULA DO BAR DO ESCRITOR. UM LUGAR PARA PUBLICAR MINI E NANOCONTOS.ESTOU AQUI PARA PERPETUAR UM NOVO ESTILO DE ARTE LITERÁRIA.


O problema de Gilles com a memória é que ele se lembrava de tudo. Tudo mesmo. Uma dia tentou se lembrar de antes da própria gestação, que dizia ter sido aterrorizante por sentir os órgãos e membros se desenvolvendo.
- essa não! – Lembrou, repentinamente, da vida anterior. Nela, ele também se lembrava de tudo. E já tinha tentado se lembrar da vida anterior a aquela. Cascatas de memórias antigas jorraram, ele sempre tentando se lembrar da vida anterior. Era atordoante.
Sentiu-se mal. Foi mais difícil que aprender a conviver com os próprios sentidos depois de instalados no corpo recém formado. E ele já tinha com o que se preocupar. O problema de Gilles era com a memória. Ele se lembrava de tudo.




Sorriu ao ver aquele rosto em todos os jornais. Para a ex-esposa, a fidelidade ao partido era secundária.

O cara desmaiou. Foi imediatamente levado para o hospital. A família foi avisada.
- E então doutor... Como ele está?
- Ele está com a doença de século.
A mãe, a tia, a avó a esposa expressaram-se funebremente.
- A mãe pergunta: E tem cura?
- Com esses remédios aqui, o estresse dele logo vai passar.

Antes de acionar o gatilho, ele pergunta com quantas balas se jogava roleta-russa.